Moxico terá novo pólo universitário com aposta em Agronomia, Ambiente e Logística

O ensino superior no Moxico deverá ganhar novas áreas de formação a partir de Março de 2027, com a entrada em funcionamento do novo pólo universitário do Instituto Superior Politécnico do Moxico (ISP-Moxico).

A nova infraestrutura, em construção no Luena, conta actualmente com cerca de 30 por cento de execução física e tem conclusão prevista para Março do próximo ano, segundo o ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, durante uma visita às obras.

Mais do que ampliar a capacidade de acolhimento de estudantes, o projecto deverá permitir ao ISP-Moxico criar cursos ligados às necessidades económicas da região e às oportunidades associadas ao desenvolvimento do Corredor do Lobito.

Entre as formações previstas estão Gestão do Ambiente, Agronomia, Zootecnia, Logística e Transportes, áreas que poderão reforçar a preparação de quadros para sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento da região Leste.

Segundo o presidente do ISP-Moxico, Manuel Bandeira, a existência de laboratórios equipados será determinante para a implementação dos novos cursos e para o reforço da componente prática da formação.

A instituição prevê igualmente estabelecer parcerias com universidades e instituições de ensino superior do Cuanza Sul e do Huambo, numa estratégia de cooperação académica e partilha de conhecimentos.

Orçado em cerca de 48,4 milhões de dólares, o projecto ocupa uma área inicial de 20 hectares, de um total de 200 hectares disponíveis, e contempla 27 salas de aulas, laboratórios, internatos para estudantes e professores, além de outras estruturas de apoio.

A expectativa das autoridades é que o novo pólo contribua também para tornar o Moxico mais atractivo para estudantes de outras províncias, particularmente através de uma oferta formativa alinhada às oportunidades económicas emergentes na região.

Actualmente, o ISP-Moxico ministra cursos nas áreas das Ciências da Educação, Saúde e Engenharia. A instituição funciona de forma autónoma desde 2020, depois de ter integrado, durante uma década, a Universidade José Eduardo dos Santos.

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