Jovem da Lunda-Sul questiona concentração familiar na liderança de igrejas

A jovem da Lunda-Sul, Marta Kaiongo, chamou a atenção para a concentração de funções de liderança dentro de algumas famílias em comunidades religiosas, defendendo maior abertura para a participação de outros membros, sobretudo os jovens.

Numa reflexão publicada no Facebook, Marta Kaiongo considera que o problema não está no facto de familiares servirem juntos na mesma igreja, mas na possibilidade de a liderança se transformar numa estrutura fechada, dificultando o desenvolvimento dos dons e a participação de novos membros.

A jovem observa que muitos jovens chegam às igrejas motivados para aprender e servir, mas acabam por encontrar barreiras, desconfiança ou situações de competição que podem limitar o seu crescimento espiritual e a sua participação nas actividades da congregação.

Para Marta Kaiongo, uma liderança saudável deve apostar na formação e preparação de novas pessoas, permitindo a continuidade da missão e criando oportunidades para diferentes membros colocarem os seus talentos ao serviço da comunidade religiosa.

Na sua reflexão, a jovem defende ainda que a liderança deve ser entendida como uma responsabilidade e não como uma forma de propriedade, sustentando que a igreja deve estar centrada na sua missão espiritual e não numa determinada família.

A posição surge como uma reflexão sobre liderança, participação juvenil e renovação dentro das comunidades religiosas, colocando em debate a necessidade de criar espaços para que novos membros possam desenvolver os seus dons e assumir responsabilidades.

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