
A produção de diamantes em Angola registou um crescimento face ao primeiro semestre de 2025, mas permaneceu abaixo das metas estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), revelam dados apresentados na terceira Reunião de Balanço Semestral da Produção de Diamantes, realizada na Lunda-Norte.
Entre Janeiro e Junho deste ano, o país produziu 7,6 milhões de quilates, volume que representa uma redução de 6% em relação ao previsto no PDN, apesar de superar em 10% o resultado alcançado no mesmo período de 2025.
O desempenho foi condicionado sobretudo pela produção de diamantes provenientes de jazigos aluvionares, que registou uma quebra de 45% face às metas estabelecidas. Em contrapartida, os projectos de exploração de kimberlitos conseguiram atingir os níveis previstos.
O balanço aponta ainda para um cenário de maior pressão sobre o sector, marcado pela redução dos preços dos diamantes no mercado e pelo aumento dos custos operacionais, factores que limitaram o cumprimento das metas de produção estabelecidas para o período.
Perante este quadro, os operadores defendem o reforço da eficiência em toda a cadeia diamantífera, desde a produção à comercialização, como uma das medidas necessárias para recuperar os níveis previstos e melhorar a sustentabilidade do subsector.
Além dos indicadores de produção, a reunião destacou também o impacto social da actividade diamantífera. Nos últimos três anos, a Fundação Brilhante, braço social da ENDIAMA, aplicou 332,9 milhões de kwanzas em 93 projectos de responsabilidade social e parcerias, beneficiando cerca de 60 mil pessoas em várias províncias do país.
A Lunda-Norte e a Lunda-Sul estiveram entre as províncias com maior destaque no conjunto das iniciativas apoiadas pela fundação.
Realizada entre os dias 19 e 21 de Agosto, na Lunda-Norte, a reunião serviu igualmente para avaliar projectos de responsabilidade social, sustentabilidade económica e ambiental e os principais desafios que afectam actualmente a indústria diamantífera nacional.
Os trabalhos foram orientados pelo presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA, Ganga Júnior, e reuniram administradores, responsáveis da empresa e representantes de sociedades mineiras que operam no país.


