
Os familiares do paciente que perdeu a vida após cair do terceiro andar do Hospital Geral da Lunda-Norte David Bernardino, no município do Mussungue, contestam a versão apresentada pela unidade hospitalar e defendem que o seu ente querido não apresentava qualquer histórico de perturbação mental antes do internamento.
Segundo relataram à nossa reportagem, o paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 17 do mês em curso, com um quadro clínico inicialmente associado a uma gastrite. Contudo, afirmam que, no dia seguinte, começou a apresentar convulsões e outros sintomas que motivaram a necessidade de intervenção no bloco operatório.
Os familiares alegam ainda que houve demora no encaminhamento para o bloco operatório e que, após a cirurgia, foram informados de que o paciente sofria de malária cerebral, diagnóstico que, segundo dizem, nunca lhes tinha sido comunicado anteriormente.
De acordo com o relato da família, apesar da evolução clínica descrita pelos profissionais de saúde, o paciente continuava debilitado. Acrescentam que, no dia em que deveriam buscá-lo após a alta, uma enfermeira terá saído do quarto para solicitar apoio ou buscar um medicamento calmante, depois de o paciente ter demonstrado resistência à medicação.
Ainda segundo esta versão, a ausência momentânea da profissional de saúde terá provocado um estado de pânico no paciente, culminando com a queda do terceiro andar do edifício hospitalar.
Por sua vez, a direção do Hospital Geral da Lunda-Norte sustenta que o paciente já apresentava melhorias clínicas, razão pela qual lhe foi concedida alta médica. A instituição afirma ainda que a permanência do paciente nas instalações ocorreu porque os familiares demoraram a comparecer para o levar para casa.
Perante as versões divergentes, permanece por esclarecer o que efetivamente aconteceu nos momentos que antecederam a morte do paciente.



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