
A direcção do Colégio Ya Yetwe esclareceu as denúncias tornadas públicas pelo Lesteangola sobre uma alegada exclusão de alunos durante a realização da Feira das Profissões, actividade pedagógica promovida anualmente pela instituição.
Em entrevista ao Lesteangola, a direcção explicou que a Feira das Profissões tem como objectivo representar diferentes áreas profissionais, através de apresentações preparadas pelos alunos sob orientação dos professores. Segundo a escola, os estudantes são organizados em grupos e participam de ensaios realizados previamente nas instalações da instituição.
Relativamente ao caso denunciado por encarregados de educação, a direcção negou qualquer prática de exclusão, sublinhando que a inclusão constitui um dos princípios orientadores da instituição. Como exemplo, destacou a participação de alunos com necessidades educativas especiais, incluindo estudantes autistas, nas actividades desenvolvidas.
De acordo com a directora, a aluna referida na denúncia não participou dos ensaios realizados pela escola e, por esse motivo, não estava enquadrada em nenhum dos grupos inicialmente constituídos. Ainda assim, a instituição garante ter procurado integrá-la numa equipa que representava o sector da Cultura.
“Fizemos todos os esforços para que fosse incluída, mas a aluna não concluiu a actividade, o que impossibilitou a sua participação na apresentação final”, esclareceu.
Quanto ao atraso na divulgação das imagens do evento, a direcção justificou que a publicação foi feita de forma gradual, em função do elevado número de participantes. Segundo a instituição, mais de mil alunos estiveram envolvidos na actividade, sendo as fotografias divulgadas por grupos e de acordo com a ordem previamente estabelecida.
No final da entrevista, o Colégio Ya Yetwe reiterou o seu compromisso com uma educação inclusiva e participativa, assegurando que todos os alunos recebem o mesmo tratamento e atenção, sem distinções ou favorecimentos.
Por sua vez, a Plataforma esclarece que a publicação inicial baseou-se em relatos apresentados por encarregados de educação e teve como propósito dar visibilidade à denúncia. O órgão de comunicação social sublinha ainda que, em conformidade com os princípios do exercício jornalístico, procurou ouvir a versão da instituição, para garantir o contraditório e o equilíbrio da informação.
Lesteangola reafirma o seu compromisso com um jornalismo responsável, transparente e imparcial, destacando que o seu papel consiste em informar a sociedade com base nos factos e nas versões apresentadas pelas partes envolvidas.