
A recém-indicada Miss Lucapa 2026, Matilde Txiyúca, veio a público esclarecer as dúvidas levantadas em torno da sua participação e legitimidade para representar o município no concurso Miss Lunda-Norte 2026, após questionamentos surgidos nas redes sociais.
Em declarações ao Lesteangola, Matilde explicou que uma publicação anteriormente partilhada nas suas redes sociais não tinha como objectivo responder directamente às críticas, mas sim recordar momentos pessoais que surgiram nas suas memórias digitais.
Segundo a candidata, apesar de não ter crescido integralmente no município do Lucapa, nasceu naquela circunscrição, facto que, segundo afirma, legitima plenamente a sua actual representação.
“Nasci no Lucapa, embora tenha vivido muitos anos no Cambulo, município onde tive igualmente a oportunidade de concorrer pela primeira vez. Actualmente, a minha família reside no Dundo”, esclareceu.
Matilde recordou ainda que, quando representou o município do Cambulo, reunia os requisitos previstos pelo regulamento do concurso, uma vez que residia naquela localidade há cerca de oito anos.
“Foi nessa condição que participei e consegui alcançar o segundo lugar provincial, tendo sido distinguida como primeira dama”, sublinhou.
A candidata fez ainda questão de informar que o estatuto do Miss Angola Universo permite que uma concorrente represente tanto o seu local de nascimento como o de residência, desde que, neste último caso, comprove residência contínua superior a dois anos.
Relativamente ao facto de voltar a participar no concurso, Matilde esclarece que a sua nova candidatura não constitui qualquer irregularidade, uma vez que, de acordo com a prática comum dos concursos ligados ao universo “Miss Universo”, candidatas que participaram anteriormente, mas não conquistaram o título principal, podem voltar a concorrer em edições futuras, desde que continuem a cumprir os requisitos de elegibilidade estabelecidos pela organização.
Neste caso, a candidata recorda que a sua participação anterior ocorreu há cerca de oito anos, tendo alcançado o título de Primeira Dama, distinção que corresponde à segunda posição do concurso provincial, e não ao título máximo, o que não impede uma nova candidatura.
Para dissipar quaisquer dúvidas persistentes, Matilde Txiyúca manifestou ainda abertura para um diálogo directo com os interessados no assunto.
“Se ainda houver dúvidas, estamos disponíveis para um encontro de auscultação com todos os que queiram esclarecimentos, para que tudo fique claro”, afirmou.
As declarações surgem num momento em que a escolha da representante do Lucapa tem gerado debate público, com a candidata a reforçar a sua confiança na transparência do processo e na legitimidade da sua participação no concurso provincial.